Há algum tempo eu não escrevo, por falta de tempo mesmo, foco.
Porém por não querer discutir com algumas pessoas pois como diria Hommer
Simpson:
“Nunca discuta com um idiota. Ele irá
arrastá-lo até o seu nível e então o derrotará com a sua vasta
experiência”.
Uma menina entrou na sala com uma bíblia na mão, e disse: “Cara! Vocês tem
que ler isso, é lindo!” E todas as outras mulheres começaram a ler. Foi
passando de mão em mão, como se ninguém nunca tivesse lido ou ouvido falar
naquele texto que alias já foi até cantado pelo Legião Urbano, com a devida liberdade
poética. O texto era Corintios 13 “Ainda que eu falasse a língua dos homens e
dos anjos...”.
Quando chegou a minha vez, eu disse que já conhecia o texto e que de
fato era muito bonito, todos me olharam com um ar. Você! Sua cética lendo a bíblia.
E uma delas deve a petulância de falar: “leia, quero ver você lendo”, e uma
terceira: “Então diga o que está escrito”.
Eu pensei! O que é isso? Estou sendo sabatinada por um monte de pseudo-beatas?
Ao invés de brigar e simplesmente me recolhi no meu silêncio, sai da sala, fui
tomar um chá. Não foi medo da discussão. NUNCA. Mas medo de ficar parecida com
elas, seja pela limitação intelectual ou pela pobreza de espírito.
Alguém pode perguntar, porque eu as acho limitadas e pequenas.
Talvez, porque pessoas que exigem que a outra leia um trecho da bíblia, seja
incapaz de ceder o lugar num determinado evento, para ajudar um colega de
trabalho. Alguém que reza tanto deveria ao menos ser solidário;
Porque não podem responder nenhuma questão referente ao trabalho, mesmo
faltando 5 minutos para o horário de o almoço terminar. Quem é tão ligado aos
preceitos divinos, deveria ser solicito.
Porque sempre que tem algo na cozinha, elas agem como hienas em busca de
carniça, como se nunca tivessem visto comida antes;
Porque não sabem ser gentis, ao menos quando tem algum hierárquico por
perto.
Porque elas acham que Saramago é brasileiro, mas eu sou alienada se não
sei que é o ganhador do BBB?
AH! Todos acham um absurdo em ir a um rodizio de pizza e não comer 12
pedaços de pizza, mas ninguém acha um absurdo, o fato deles não comerem as
bordinhas e muitos descartarem mais da metade da fatia (que também é alimento),
num mundo onde um monte de gente morre de fome.
Pois é, por estes e outro motivos, posso dizer que gosto muito, muito mesmo
do meu trabalho. Mas tenho um grande problema de convivência. Não consigo me
enturmar com as pessoas. Não consigo achar graça do que eles acham, não sei
entupir a cara de bebida para ser legal, não sei comer como uma vaca para ser
social, não sei ser fútil e falar do esmalte que riscou, dar petti na frente de homens para chamar a
atenção.
Eu sei tenho meus muitos defeitos! Mas tento minora-los, sempre. E talvez a minha
maior virtude seja reconhecê-los.
A minha sorte que conheço algumas pessoas que admiro e gosto delas, e
por mais que não possa manter uma convivência diária, sempre que posso me nutro
delas. Pessoas boas e de bem com a vida. Pessoas cultas, educadas e que
respeitam umas as outras.
Talvez chegue o dia que eu conviva mais com pessoas de um patamar mais
elevado, e as pessoas de hoje, sirvam
somente de exemplo do que não ser.
